sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Lisboa




A água, corre aprisionada entre margens...  mais estreitas, mais largas mas sempre limitadoras, jorra nas fontes numa liberdade ilusória, numa fuga vã...
Liberdade... quando escorre pelas ruas, deslizando pelas calçadas, evaporando, tornado-se nuvem maior de pérolas transparentes.
Liberdade, quando cai nos telhados, nas árvores,  molhando ramos secos,  esperança de um renascimento. É molhar pássaros e gente e crianças correndo... é invadir abrigos, extravasar ribeiros, galgar margens, subir marés em mil ondas gigantes antes de se aquietar de novo, em margens mansas...calmas, de ribeiros quietos onde  peixes convivem com rãs no mesmo chapinhar!


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