segunda-feira, 10 de julho de 2017




Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.

Sophia de Mello Breyner Andresen 




terça-feira, 2 de maio de 2017





































































1º de Maio, Dia do Trabalhador
2017

Do Martin Moniz à Alameda D. Afonso Henriques


quarta-feira, 26 de abril de 2017




Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Fernando Pessoa


quarta-feira, 19 de abril de 2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017




Sem ti
Sou só eu sem ti
Sou a cara sem coroa
O carinho que magoa

Sem ti
Sou só eu sem eu
Sou a frente sem o verso
A medalha sem reverso

Sem ti
Sou só eu sem mais
Sou inteiro sem metade
Um futuro que é saudade

Sem ti
Sou só eu. só eu
Amor que não prometi
Sou só eu, só eu, sem ti


Flávio Gil