terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Presépio de Lata







Três estrelas de alumínio
A luzir num céu de querosene
Um bêbedo julgando-se césar
Faz um discurso solene
Sombras chinesas nas ruas
Esmeram-se aranhas nas teias
Impacientam-se gazuas
Corre o cavalo nas veias
Há uma luz na barraca
Lá dentro uma sagrada família
À porta um velho pneu com terra
Onde cresce uma buganvília
É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells,
Oiçam um choro de criança
Será branca negra ou mulata
Toquem as trompas da esperança
E assentem bem qual a data
A lua leva a boa nova
Aos arrabaldes mais distantes
Avisa os pastores sem tecto
Tristes reis magos errantes
E vem um sol de chapa fina
Subindo a anunciar o dia
Dois anjinhos de cartolina
Vão cantando aleluia
É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells,
Nasceu enfim o menino
Foi posto aqui à falsa fé
A mãe deixou-o sozinho
E o pai não se sabe quem é
É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells


Tiago Na Toca - Saudades eu não as quero

segunda-feira, 12 de setembro de 2016




Um amigo,
O que é para ti um amigo,
Porque tens de o procurar
Para matar o tempo?
Procura-o sempre para viver o tempo.
Deve preencher as tuas necessidades,
Não o teu vazio.
E na doçura da amizade
Há risos,
E partilha de momentos alegres.
Pois no orvalho
Das pequenas coisas
O coração encontra a sua manhã
E se refresca


Kalhil Gilbran



segunda-feira, 5 de setembro de 2016




Devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

(...)

José Luís Peixoto









Maestro Jean-Marc Burfin






Orquestra Gulbenkian
Abertura da temporada









Mário Laginha
Pianista











A pequena Beatriz com vista privilegiada para o concerto, dividia a atenção entre a orquestra e as pedrinhas!






terça-feira, 16 de agosto de 2016





Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda.

Sigmund Freud



segunda-feira, 18 de julho de 2016





Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante.
Carlos Drummond de Andrade





quinta-feira, 16 de junho de 2016

quarta-feira, 15 de junho de 2016





Liberdade de voar num horizonte qualquer, liberdade de pousar onde o coração quiser.


Cecília Meireles