segunda-feira, 18 de julho de 2016





Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante.
Carlos Drummond de Andrade





quinta-feira, 16 de junho de 2016

quarta-feira, 15 de junho de 2016





Liberdade de voar num horizonte qualquer, liberdade de pousar onde o coração quiser.


Cecília Meireles










Ninguém é tão louco que não possa encontrar outro louco que o entenda.


Nietzsche









O difícil não é viver com as pessoas, o difícil é compreendê-las.

José Saramago





sexta-feira, 10 de junho de 2016






Suspira o vento às voltas pela noite suspenso em fios de sopro suave e sonhos de estrelas na calma amada de quem dorme acordado e outras coisas tais...


José Costa





quinta-feira, 2 de junho de 2016

quarta-feira, 1 de junho de 2016




Foram cardos...






Mãe, eu sei que a flor não está inteira, pode não ser uma das minhas fotos mais bonitas mas lembrou-me um vestido rosa que tive em criança, com os botões amarelos.  Foi um dos que ficou na memória e nós temos tantas!
Nunca fui a Castelo Branco, agora gostava de lá estar, falar contigo de politica ou coisas parvas, fazer-te rir, ser companhia e aconchego como sempre fazias comigo.
 Além da flor deixo-te uma das minhas músicas preferidas, assim, à laia de miminho, para ti e para mim.
Tenho saudades
Beijinho muito grande



She - Charles Aznavour




terça-feira, 24 de maio de 2016




O horizonte está nos olhos e não na realidade.

A. Ganivet






Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.



Fernando Teixeira de Andrade


sábado, 21 de maio de 2016




O Magias chega a tantos Países, culturas tão diferentes e não sendo o caso de hoje,  sítios tão diversos do nosso País e exóticos! Acho engraçado descobrir onde pode chegar um pedacinho do que sou e do que faço, sem saír da minha cadeira, sem viajar nem fazer por isso!
Não preciso de gostos nem comentários mas um dia destes ainda vou receber um "olá" de Cascos de Rolha, eheheheheh.
Obrigada a todos os que de alguma forma passam por aqui, silenciosos, não deixando outra pegada para além de um número no contados de visitas :D

Beijinhos :)


Loreena McKennitt

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Concerto de música classica nas ruínas de Palmira (completo)





























A alegria, a voz, a música, a partilha e o Jazz no Ciné Incrivel!!!
Excelentes momentos misturados com ternura e amizade que tão bem nos fazem ;)
Obrigada a todos e em especial à Maria João Matos, Nuno Tavares e Jubylee Lee.
 Clara, notei a tua falta... ;)





sábado, 14 de maio de 2016










Limão às rodelas, uma máquina, quatro gatos e nada de Tequilla nem tripé...
Podia ter saído melhor? Claro que podia mas não aconteceu!!!  :)



grin emoticon





Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? 

As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. 

É preciso aceitar esta mágoa esta moínha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. 

Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. 

Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. 

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'



segunda-feira, 9 de maio de 2016





Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.


Álvaro de Campos



















Silhuetas