sábado, 2 de abril de 2016
quinta-feira, 31 de março de 2016
Pequenas palavras
De todas as palavras escolhi água,
porque lágrima, chuva, porque mar
porque saliva, bátega, nascente
porque rio, porque sede, porque fonte.
De todas as palavras escolhi dar.
porque lágrima, chuva, porque mar
porque saliva, bátega, nascente
porque rio, porque sede, porque fonte.
De todas as palavras escolhi dar.
De todas as palavras escolhi flor
porque terra, papoila, cor, semente
porque rosa, recado, porque pele
porque pétala, pólen, porque vento.
De todas as palavras escolhi mel.
porque terra, papoila, cor, semente
porque rosa, recado, porque pele
porque pétala, pólen, porque vento.
De todas as palavras escolhi mel.
De todas as palavras escolhi voz
porque cantiga, riso, porque amor
porque partilha, boca, porque nós
porque segredo, água, mel e flor.
porque cantiga, riso, porque amor
porque partilha, boca, porque nós
porque segredo, água, mel e flor.
E porque poesia e porque adeus
de todas as palavras escolhi dor.
de todas as palavras escolhi dor.
Rosa Lobato de Faria
Nuvens correndo num rio
Quem sabe onde vão parar?
Fantasma do meu navio
Não corras, vai devagar!
Vais por caminhos de bruma
Que são caminhos de olvido.
Não queiras, ó meu navio,
Ser um navio perdido.
Sonhos içados ao vento
Querem estrelas varejar!
Velas do meu pensamento
Aonde me quereis levar?
Não corras, ó meu navio
Navega mais devagar,
Que nuvens correndo em rio,
Quem sabe onde vão parar?
Que este destino em que venho
É uma troça tão triste;
Um navio que não tenho
Num rio que não existe.
Natália Correia
quarta-feira, 30 de março de 2016
TRADUZIR-SE
Uma parte de mim
é todo mundo;
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
é todo mundo;
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera;
outra parte
delira.
pesa, pondera;
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta;
outra parte
se espanta.
almoça e janta;
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente;
outra parte
se sabe de repente.
é permanente;
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem;
outra parte,
linguagem.
é só vertigem;
outra parte,
linguagem.
Traduzir-se uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
Ferreira Gullar
quinta-feira, 24 de março de 2016
quarta-feira, 2 de março de 2016
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
sábado, 20 de fevereiro de 2016
https://youtu.be/rjndLgIZnJw
Porque estou triste... perdemos amigos e pessoas de quem gostamos, temos outros que sofrem e passam maus momentos... enfim, a vida é só mesmo uma passagem!
É bom termos pessoas que passam por ela e deixam marcas profundas em nós!!!
Um abraço apertado e uma bjunfa pa tu...
Porque estou triste... perdemos amigos e pessoas de quem gostamos, temos outros que sofrem e passam maus momentos... enfim, a vida é só mesmo uma passagem!
É bom termos pessoas que passam por ela e deixam marcas profundas em nós!!!
Um abraço apertado e uma bjunfa pa tu...
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Vou fazer da minha alma um baú
Para a tua alma,
Do meu coração uma estada
Para a sua beleza,
Do meu peito um sepulcro
Para as tuas penas.
Amar-te-ei como as pradarias amam a primavera,
E viverei em ti a vida de uma flor
Sob os raios do sol.
Cantarei o teu nome como a jusante
Canta o eco dos sinos;
Ouvirei a linguagem da tua alma
Como a praia olha
A história das ondas.
Kahlil Gibran
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Quem me quiser há-de saber as conchas
a cantiga dos búzios e do mar.
Quem me quiser há-de saber as ondas
e a verde tentação de naufragar.
a cantiga dos búzios e do mar.
Quem me quiser há-de saber as ondas
e a verde tentação de naufragar.
Quem me quiser há-de saber as fontes,
a laranjeira em flor, a cor do feno,
à saudade lilás que há nos poentes,
o cheiro de maçãs que há no inverno.
a laranjeira em flor, a cor do feno,
à saudade lilás que há nos poentes,
o cheiro de maçãs que há no inverno.
Quem me quiser há-de saber a chuva
que põe colares de pérolas nos ombros
há-de saber os beijos e as uvas
há-de saber as asas e os pombos.
que põe colares de pérolas nos ombros
há-de saber os beijos e as uvas
há-de saber as asas e os pombos.
Quem me quiser há-de saber os medos
que passam nos abismos infinitos
a nudez clamorosa dos meus dedos
o salmo penitente dos meus gritos.
que passam nos abismos infinitos
a nudez clamorosa dos meus dedos
o salmo penitente dos meus gritos.
Quem me quiser há-de saber a espuma
em que sou turbilhão, subitamente
- Ou então não saber a coisa nenhuma
e embalar-me ao peito, simplesmente.
em que sou turbilhão, subitamente
- Ou então não saber a coisa nenhuma
e embalar-me ao peito, simplesmente.
Rosa Maria de Bettencourt Rodrigues Lobato de Faria
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
sábado, 16 de janeiro de 2016
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
sábado, 9 de janeiro de 2016
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