Jazz com Maria João Matos, José Soares e Ivo Soares.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
sexta-feira, 19 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
"…Carpe Diem, aproveita o dia.
Não deixes que termine sem teres crescido um pouco,
sem teres sido um pouco mais feliz,
sem teres alimentado os teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que nada tire o direito de
te expressares que é quase um dever.
Não abandones o anseio de fazer da tua vida
algo extraordinário…
Não deixes de crer que as palavras, o riso e a poesia
podem mudar o mundo…
Somos seres, humanos, cheios de paixão.
A vida é deserto e também oásis.
Aniquila-nos, lastima-nos, converte-nos em
protagonistas da nossa própria história…
Mas não deixes nunca de sonhar,
porque só através dos sonhos
pode ser livre o homem.
Não caias no pior erro, o silêncio.
A maioria vive num silêncio espantoso.
Não te resignes…
Não atraiçoes as tuas crenças. Todos necessitamos
de aceitação, mas não podemos remar
contra nós mesmos.
Isso transforma a vida num inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter
a vida pela frente…
Vive-a intensamente, sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro e em
enfrentar a tua tarefa com orgulho, impulso
e sem medo.
Aprende de quem pode ensinar-te…
Não permitas que a vida te passe por cima
sem que a vivas…"
Carpe Diem (Walt Whitman, 1819-1892)
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Cântico Negro
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio
terça-feira, 9 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
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